| Não É Só Mais Uma “Mulherzinha”! | ||||
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Por: Túlio Moreira Rocha
A resenha da revista "Rolling Stone Brasil" sobre o Multishow ao Vivo da cantora Vanessa da Mata me fez pensar. Escrito por José Flávio Júnior, o texto me pareceu um pouco preconceituoso, ao mesmo tempo em que me atentou para algumas reflexões sobre a música popular brasileira atual. O jornalista escreve que há algum tempo, a gente “ligava o rádio e ouvia voz grossa, não importava o sexo. Cássia Eller escarrava no chão. Nossa MPB parecia mais viril do que muito zagueiro da segunda divisão do Campeonato Gaúcho.” O preconceito é pela crítica às cantoras com voz mais grossa, que nunca representaram problema pra mim. Sempre apreciei cantoras à la Janis Joplin, e também admiro muito vozes mais “femininas”, como as de Marisa Monte ou de Vanessa da Mata. Para José Flávio Júnior, a cantora mato-grossense “curou” a música brasileira das “sapatas” que estavam predominando anos atrás.
![]() Muito mais que uma voz “delicada”.
Acredito que o lugar importante que Vanessa da Mata ocupa hoje na MPB não se resume a sua interpretação doce e suave, mas principalmente se deve a sua criatividade e inventividade musical. Vanessa canta umas poesias diferentes, de um jeito meio que só dela, e invariavelmente alguma música de seu repertório fica se repetindo infinitamente na cabeça.
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| Última atualização ( Qui, 28 de Maio de 2009 12:03 ) |







