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Resenha Dynahead - Antigen
Escrito por Administrador    Qua, 05 de Agosto de 2009 12:44    PDF Imprimir E-mail

Se eu estivesse passando em uma loja de discos e me deparasse com este álbum do Dynahead, com certeza acreditaria ser alguma revelação do metal europeu. E se me dissessem que é uma banda brazuca e, ainda por cima, da vizinha capital federal, confesso que custaria a acreditar. Tudo isto se deve ao excelente trabalho realizado pela banda, extremamente profissional em todos os sentidos, desde a parte gráfica, passando pelo material da embalagem, o cuidado com as imagens, fotos, e claro, sem se esquecer da parte principal do disco: a música!

E olha que este é apenas o primeiro trabalho oficial da banda, o que impressiona mais ainda. Logo na primeira audição o que chama a atenção é o cuidado com os detalhes. Uma qualidade sonora pouco encontrada no Brasil, principalmente no universo do Heavy Metal. Não é a toa que este trabalho tem sido elogiado pela imprensa especializada não só do Brasil como de várias partes do mundo. Tudo bem, mas e quanto às músicas?


 

Li no site da banda que uma destas resenhas afirmava que era difícil enquadrar a Dynahead num estilo único. Concordo. Poderia arriscar que se trata de heavy metal tradicional com influências do progressivo. Mas logo na primeira audição o nome de uma banda, mais especificamente de um álbum, me veio à mente e não saiu mais. E o mais curioso disso tudo é que nas resenhas que li até agora não vi ninguém comparando o trabalho do Dynahead ao desta banda. O trabalho a que me refiro é o  Dead Heart in a Dead World, do Nevermore. A semelhança do Dynahead com este trabalho é tão grande, que se ninguém tivesse me falado o nome da banda, eu juraria que era o novo trabalho do Nevermore.E o que achar disto? Bom, eu achei maravilhoso, pois não pode haver influência melhor, já que este álbum citado é um dos maiores clássicos do metal mundial, em minha opinião.

As guitarras nervosas de "Clockwork", aliadas a uma bateria quebrada e um riff poderoso, de um peso absurdo e cheia de variações ritmicas, completado por um vocal dos mais agressivos, são as maiores caracteristicas desta música. E é tudo isto que encontraremos ao longo deste álbum. Acho que uma das maiores características da banda é a variação de ritmos e estilos. Na maioria das músicas os caras conseguem ir do riff mais pesado a uma passagem lenta, quase melancólica, voltando em seguida a quebrar tudo, e conseguindo fazer com que tudo isso seja feito de uma forma bem natural.

Frente a tudo isto, fica até difícil destacar alguma música, pois os caras conseguiram atingir uma uniformidade impressionante, e mantém a qualidade em alta ao longo de todo o trabalho. Mas as que mais me ficaram na cabeça, além da já citada faixa de abertura, foram  "Join and Surrender" (começa avassaladora,  cai pra uma sequência mais cadenciada até chegar no refrão suave; volta com o riff mais rápido novamente) E  "Do You Feel Cleansed?" (a mais rápida e pesada do disco, abusa de riffs cortantes, vocal rasgado e bateria alucinante). Além delas, fechando o disco com chave de ouro, a excelente "The Starry Messenger"(pegada agressiva com passagens suaves, entrecortada por quebradas do metal progressivo de bandas como Symphony X, Dream Theater e o próprio Nevermore)

 

A variação ritmica aqui é o grande diferencial, e os riffs mais pesados ficaram excelentes, além do trabalho vocal, que percorre desde um registro mais gutural, até o mais suave, com uma facilidade incrível.

 

 

Por tudo isto, este trabalho do Dynahead pode ser considerado um dos grandes lançamentos do metal mundial dos últimos anos, equiparado ao de grandes nomes. A qualidade do disco e da banda é indiscutível, e o profissionalismo que se percebe neste disco deixa pra trás muita banda gringa, o que merece ser destacado. Por isto me sinto muito feliz de ter a oportunidade de resenhar este disco, e espero que muitos outros trabalhos desta qualidade venham a ser lançados pelas bandas brasileiras. Pois se depender da Dynahead, o futuro do metal nacional está em muito boas mãos!

 

Por: Léo Karnak
http://www.antitelejornal.net/

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Última atualização ( Qui, 06 de Agosto de 2009 12:27 )