| 5ªtiva sem Cererê. Cererê sem o Rock | ||||
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![]() Ontem à noite pude reviver meus tempos de mocinho. O clube Cruzeiro do Sul – que era palco de serestas e bailes nos anos oitenta, recebeu pela primeira vez o projeto 5ª Ativa, que vem movimentando a minoria pop goianiense já há algum tempo, e dessa vez trouxe, da França, o dj Click e o carioca Bnegão. Aliás, corre um boato na cidade de que o BNegão abriu um negócio em Goiânia. Se for verdade, estou curioso para saber de que se trata. Se alguém tiver a informação, dá um toque ali nos comentários, por favor!
Cheguei ao Clube depois da meia noite e dei de cara com uma viatura da AMMA (Agência Municipal de Meio-Ambiente – antiga SEMMA) que parecia vigiar a legião de bebuns em frente à portaria principal. Tive a nítida impressão de que os “anjos do silêncio noturno” não estavam lá apenas para proteger os que relutaram em pagar os cinco reais do ingresso.
Entrei enquanto o dj gringo terminava seu set, preparando terreno para o dj BNegão, que apertou o play pela primeira vez pouco antes de um súbito corte no áudio, seguido pelo aviso de que o som não iria mais rolar. Muita gente não gostou da notícia, mas não houve nenhuma queixa exaltada por parte do público. Porém, o descontentamento era claro no rosto de todos, inclusive dos produtores.
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Voltar ao clube Cruzeiro do Sul não deixou de ser nostalgia. O lugar tem um grande salão e uma generosa área externa, mas infelizmente não tem bom isolamento acústico. Isso, aliás, é o maior problema enfrentado por produtores em nossa capital. Descolar um local com o mínimo de condição para receber um público médio e que se enquadra nos requisitos da lei. E o clube em questão não se encaixa nessa descrição.
Isso me deixa preocupado. Será que o evento foi mesmo banido do Martim Cererê ou apenas recebeu um cartão amarelo? Coincidentemente a remoção do 5ª Ativa do Cererê (e sua conseqüente tranferência para o Clube Cruzeiro do Sul) aconteceu depois que um artista que se diz “da cultura”, escreveu uma carta, de certa forma avisando o que estava para acontecer, demonstrando uma intolerância cega para com a porção da cena rock que adotou o centro cultural como “casa”. Ontem fiquei triste, por que parece que ele acabou conseguindo, pelo menos parcialmente, o que queria, desmoralizando um grupo significativo e puxando o tapete dos produtores que davam uma opção “rock” às noites de quinta-feira. Fico preocupado pois esse acontecimento abre uma brecha para o possível início do final da era-rock no querido centro cultural.
Por: Alessandro Soares
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| Última atualização ( Seg, 11 de Maio de 2009 11:18 ) |







