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Estúdio Sonoro e a mutante DDO + Festa Dadá
Escrito por Administrador    Sex, 12 de Junho de 2009 19:10    PDF Imprimir E-mail

 


Banda D.D.O.

Por: Alessandro Soares 

 

Nossa cidade não é igual a Sampa ou Brasília, onde a população costuma contar com os feriados para poder viajar.. Os goianos "adoram" sua terra natal. Como dizia o hino oitentista pós–césio: “Eu amo Goiânia/ Goiânia me Ama...”. Nós aproveitamos os feriados para beber! Goiânia é linda: os bares, as festas, os amigos, as mulheres...

 

Na véspera desse último feriado, recebi um convite do amigo Babidu para um "mutirão" em sua residência. Seria a festa do C.A. de Artes da UFG, e ele precisava de uma força para poder terminar a obra da pista de dança. Em plena era Iris Resende nada mais apropriado do que a união em prol de um bem comum, a diversão. Infelizmente não pude participar da empreitada. Meus planos já se concentravam no jogo Brasil x Paraguai, que aconteceria naquela tarde.

 

O aquecimento pra noitada rolou em um bar qualquer do Jardim América, isso fez com que o jogo do Brasil , entre cervejas e cervejas, passasse despercebido no televisor do lugar. O teor etílico fez com que alguns assuntos, antes chatos e nada importantes, se tornassem temas fervorosos e entusiasmados, como a novela das Índias e as férias de julho no Araguaia.

 

 


Shakemarkers


Que beleza! Como você já sabe, o jogo ficou 2x1  para o Brasil. Nada melhor para um início de noite. Good vibes e empolgação! O feriado começava com o pé direito. No circuito under, estava rolando os shows do Shakemakers (“do Brasil”) e da mutante D.D.O., no estúdio Sonoro, onde eventualmente tem se apresentado algumas bandas. O local é muito bacana e os dois shows compensaram o preço da entrada. Os Shakemakers ficaram sumidos por algum tempo, mas voltaram com um CD novo e mostraram um show firme e sério. Tocaram alguns covers, entre músicas antigas e novas. A banda é muito foda! Destaque para o baixista “Pê” e para o vocalista Sandoval, que é um verdadeiro bandleader, e que, nos refrões, ganhou o coro do público.

 

 

Já passava da uma da manhã quando o D.D.O. começou. A principio achei estranho a presença de tambores se misturando aos instrumentos montados no palco. Por um pequeno momento pensei que outra banda fosse tocar, mas não, Thiago “Podreira” estava lá. O rapaz, que já trabalhou muito furando cisternas e descarregando caminhões de carvão, é, segundo minha opinião, um dos melhores compositores de sua geração.

 

 


 

 

Ao ver o show, nota-se o quanto a banda cresceu. Não só musicalmente, mas também numericamente. Suas influências mudaram de forma considerável. Não vou mentir. No início não pude de deixar de compará-los com a Nação Zumbi. Porque Nação Zumbi? Ora pois, os tambores e a percussão. Estes instrumentos adicionaram um peso extra às músicas e vestiram no D.D.O.  roupa mais pop. Aquele rock nojento, tosco e imundo é passado. Agora a história é outra. Os integrantes da extinta Coró de Pau, que entraram para banda, trouxeram sangue novo e mudaram a cara das músicas.

 

Depois do show, a noite não estava nem perto de acabar. Na festa do C.A. de Artes da UFG, os professores iriam discotecar para alunos e amigos. Nomes famosos das artes plásticas faziam parte do line-up. Carlos Senna, José Cezar, Paulo Veiga e Juliano de Moraes, eram alguns dos artistas de renome que animariam a pista. Aliás, eu gostaria de agradecer em nome do anfitrião, a força que todos deram na construção da pista de dança na tarde antes do evento. A festa foi um sucesso! Estavam todos lá, roqueiros, patricinhas, artistas, punks, emos, metaleiros...  Segundo a organização, passaram por ali, naquela noite, cerca de 600 pessoas. Iideal para dançar até o sol nascer. Foi o que eu fiz. Dancei a noite toda entre descolados e deslocados. 

É Como eu disse antes: Nós goianienses aproveitamos os feriados para ficar em nossa cidade e beber!

 

 

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Última atualização ( Seg, 15 de Junho de 2009 20:39 )