| O troco do Underground goiano | ||||
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![]() Passada uma semana da apresentação do Iron Maiden em solo candango, era hora de Goiânia mostrar que certas coisas, apenas o Underground pode fazer por você. Logo, nada melhor do que trazer para a cidade-do-pequi o Terror Revolucionário, banda que em 2009 comemora dez anos de história, e que exala o espírito do Hardcore livre, simples e verdadeiro. Oriunda da cena do Distrito Federal, o Terror Revolucionário tem como segundo lar os becos e bueiros da capital goiana. Após uma primeira edição dos dez anos da banda, realizada em Brasília no dia 28 de fevereiro, coube ao aconchegante Capim Pub a honra de sediar a segunda comemoração, ocorrida no último Sábado, 28 de março. Para completar a festa, três bandas do submundo do Rock. O Ímpeto que, pasmém, acabou de lançar uma demo, o Death From Above, transbordando raça, e os candangos do Violator, com um Thrash Metal cada vez mais rápido e impiedoso. ![]() Por volta das 18h, os moradores da Rua 5, no Setor Aeroporto – logradouro oficial do Capim Pub – já sabiam que o pesadelo estava apenas começando. Enquanto alguns dos presentes aproveitavam para darem um último pulo nas distribuidoras e super-mercados dos arredores, um bom público já adentrava ao recinto. A primeira banda a tocar foi o Ímpeto, que fez um show curto devido ao atraso geral na programação, e acelerou ainda mais seu som, deixando as músicas igualmente mais bacanas. O set-list contou com músicas da recém-lançada demo “Canções Para Novelas Globais”, e preparou o terreno para o assalto D-beat do Death From Above. Comandado por Glauco Mingau, o Death From Above é uma daquelas bandas que, além de quebrarem as barreiras do tempo e do espaço, provam que não têm prazo de validade. Por vezes subestimada na cena goiana, a banda segue destilando suas canções cinzas e pós-apocalípticas com total conhecimento de causa. Destaque para Death Wears Black, Life Lost e o encerramento com o cover de Never Again, do Discharge. ![]() Na sequência, foi a vez do Violator mostrar que resistência musical também existe. Utilizando o jargão futebolístico, pode-se dizer que a banda tocou contra tudo e contra todos. Menos contra o público, que transformou o Capim Pub em uma avalanche de moshs e belos circle pits. Digo isso porque além das dificuldades técnicas, foi necessário “manobrar” a Agência Municipal de Meio Ambiente(AMMA), provavelmente chamada ao local pela simpática vizinhança da Rua 5, do Setor Aeroporto. Se a AMMA clamava por um “acústico do Violator”, digamos que o recinto esteve o mais intimista possível. O guitarrista Pedro “Capaça” que o diga. Acabou, literalmente, dando sangue pela banda ao ser acertado na boca pelo baixo do vocalista/baixista Pedro “Poney”, logo na primeira música. Após mais de um ano sem tocar na capital goiana e tendo recentemente voltado de uma turnê na Europa e no Japão, o Violator prosseguiu com o show e mostrou porque está entre as melhores bandas de Thrash do país. Sem qualquer firula ou pausa pra recuperar o fôlego, os candangos executaram canções como United For Thrash, Destined To Die, Atomic Nightmare e também a nova canção, Deadly Sadistic Experiments, que estará em seu próximo EP, Annihilation Process, já em processo de gravação. Para encerrar o show, a sugestiva The Plague Never Dies. Para resumir a apresentação dos “violeiros” em uma frase, “não se acabe no cirlce pit, se puder!” ![]() Era hora então do Terror Revolucionário entrar em cena. Composto atualmente pela lenda da cena Metal/Punk/Hardcore do Distrito Federal, Fellipe CDC nos vocais, e também por Barbosa na guitarra, Adriana no baixo e Jefferson na bateria, a banda se mostra cada vez mais suja e violenta. Totalmente não recomendado para ouvidos sensíveis, o que se vê em um show do Terror é anti-música em seu estado pleno. Não espere melodia, afinação, ou qualquer coisa politicamente correta. Fellipe CDC e sua trupe lhe darão Hardcore de verdade, sem esmolas, sem piedade e sem bajulação. São dez anos de atividade e de honestidade musical, acima de tudo. Retomando nosso ponto de partida, a banda é mais uma prova viva de que certas coisas, só o Underground pode lhe oferecer. Quanto ao show, dispensa comentários. Com pedrada atrás de pedrada, o Terror fechou com maestria mais uma comemoração dessa longa trajetória. Selou mais um show em que a tônica foi a amizade, a união, e a busca por uma cena cada vez mais bacana. Parabéns aos comparsas Pedro e Júlio, responsáveis por mais essa tarde/noite de alegria para o Rock goiano e que ainda encontram brechas e seguem remando contra a maré, mesmo frente a tantas adversidades. Quem venha o Thrash Core Fast IV! Por: Guilherme Gonçalves Fotos: Fernanda Almeida Comments (0) |
| Última atualização ( Seg, 20 de Abril de 2009 13:11 ) |









