| Iron Maiden – Brasília " sonho que se torna realidade" | ||||
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![]() O dia 20 de março de 2009 é, certamente, uma daquelas datas que serão sempre lembradas pelos headbangers do Centro-Oeste. Quando uma banda do porte do Iron Maiden – se é que há alguma tão grande e carismática quanto – anuncia que irá tocar em determinada cidade, não se trata apenas de um show. Não são apenas as duas horas de apresentação que devem ser levadas em conta. A saga do fã de Heavy Metal passa pelo anúncio do show, pela compra do ingresso, pelo tempo de espera e, aí sim, o dia do show. Era exatamente essa sensação de ansiedade, e a expectativa de realizar um sonho que predominava em grande parte das 25 mil pessoas que abarrotaram o estádio Mané Garrincha na última sexta-feira. Excursões de Goiânia e de diversas cidades do interior, como Anápolis e Morrinhos, bem como de outros estados tais como Mato Grosso, mostraram o quão grande é o Iron Maiden no Brasil. Vale lembrar que nos últimos oito anos a banda veio ao país quatro vezes, o que dá uma média de uma visita a cada dois anos, e mesmo assim continua a atrair legiões de fãs. ![]() Por volta das 20h, adentra ao palco a atração de abertura. Lauren Harris, filha do chefão e baixista do Iron, Steve Harris, tocou por volta de quarenta e cinco minutos suas canções que alternam momentos entre o Rock e o Hard Rock, porém, sendo extremamente sem sal em ambos. Infelizmente, nesse momento eu ainda não havia entrado no estádio, mas a verdade é que a garota pouco animou os presentes. Sorte dela ser filha de Steve, pois as coisas poderiam ter sido ainda piores. Pouco depois das 21h, os PA’s começam a ecoar a música Doctor Doctor do UFO, banda que foi uma das grandes influências para a Donzela. Steve Harris também nunca negou ser um grande admirador de Pete Way, baixista do UFO. O fato é que todos sabiam que em poucos minutos, a banda invadiria o palco. Assim como eu, diversos fãs ainda se encontravam na fila quando isso aconteceu. A música responsável por abrir o show foi Aces High, seguida de Wrathchild e Two Minutes to Midnight. Durante essa tríade, o que se viu foi uma verdadeira catarse por parte dos fãs. Children of the Damned veio na sequência para todos recuperarem o fôlego. Phantom Of The Opera foi um dos grandes momentos do show, hora em que os três guitarristas - Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers – mostraram todo seu entrosamento e Brasília se rendeu aos solos e duetos fantásticos que essa música possui. Após tocarem The Trooper e Wasted Years, era chegada a hora de um dos momentos mais aguardados. A dobradinha entre Rime of the Ancient Mariner, com seus mais de treze minutos de duração, e Powerslave foi, para muitos, o clímax da apresentação. Para outros, tais músicas quebraram um pouco o ritmo do show por serem muito grandes. A primeira passagem do Iron Maiden se encaminhava para a reta final. E que reta final! Run To The Hills, Fear of the Dark e Hallowed Be Thy Name abriram caminho para a execução de Iron Maiden, música do primeiro álbum da banda, e que levou ao palco um enorme Eddie, além de diversos efeitos pirotécnicos. A banda então sai do palco e, após alguns, instantes retorna para o bis com mais um seqüência de três músicas. The Number of the Beast, The Evil That Men Do e Sanctuary, onde a banda se despediu, não sem antes o vocalista Bruce Dickinson conversar e agradecer bastante os presentes. Bruce também anunciou que em 2010 a banda lançará um novo disco e em 2011 deve retornar ao Brasil. Ao fim do show, ficou provado mais uma vez o que o Iron Maiden representa para o Heavy Metal. Sem essa banda britânica, muitos sequer teriam conhecido esse estilo musical, ou o mesmo, talvez, nem existiria atualmente. Toda a banda dispensa comentários, mas Steve Harris ainda assim, se sobressai. O baixista tem pelo menos uns sete dedos na mão, tamanha a habilidade e paixão com que executa as músicas do Iron Maiden, seu projeto de vida. Destaco também Janick Gers, o mais punk dos integrantes da Donzela. Muitos torcem o nariz para o guitarrista, mas no palco ele é absoluto. Carrega a banda em diversos momentos e leva os fãs à loucura com suas firulas na guitarra. Para finalizar, outro detalhe interessante é a presença de fãs das mais variadas faixas-etárias. Desde crianças levadas por seus pais, hoje adultos, com o cabelo curto e, muitas vezes, vivendo a rotina do dia-a-dia em escritórios ou lugares ainda mais chatos, até a presença de fãs que acompanham a banda desde o início e talvez já ultrapassem os cinqüenta anos. O importante é que todos ainda se emocionam ao ouvir e acompanhar a banda, mesmo após mais de três décadas. Como diria o jornalista André Dellamanha ao comentar sobre Steve Harris e o Iron – “ ... nada mal para quem queria ser jogador de futebol, e acabou comprando um baixo”. Por: Guilherme Gonçalves Comments (0) |







