| Primeira noite do 15º Goiânia Noise - Fiction | ||||
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Goiânia Noise Festival ![]()
No primeiro dia de shows do Goiânia Noise Festival, após ser barrado (eu mais uma galera) no Teatro Madre Esperança Garrido por falta de ingressos, pois todos já tinham sido distribuídos, fui conferir os shows marcados para acontecer no Club Fiction. ![]() Motherfish (GO) Banda local, antiga, mas com nova formação, composta por quatro membros: 2 guitarristas, sendo um deles o vocalista, 1 baixista e 1 baterista. Foi a única banda que se apresentou com um baixista no elenco, o que por si só a classifica como o melhor show da noite. Notáveis raízes no punk rock. Letras em inglês. Rock básico, cru, corretamente ritmado, conciso, sem maiores pretensões, o que a coloca como um ótimo representante do gênero. Uma banda que toca com alegria, passando a impressão de que está lá mais pela diversão do que por qualquer outra razão. Por conta disso fez a galera responder bem ao show, apesar desta estar meio apática a princípio. Tocaram um set de cerca de 6 músicas, todas no mesmo estilo e velocidade, fazendo um show com duração de pouco mais de 30 minutos. Não sei se por conta da regulagem do som ou dos próprios instrumentos, tudo ficava meio confuso quando o vocalista se dispunha a fazer um solo; o som de sua guitarra ficava escondido. A mesma coisa aconteceu durante toda a apresentação com a voz. Já suas bases foram bem ouvidas. Os solos da outra guitarra eram mais audíveis. Um bom show. The Soundscapes (SP / USA) O livrinho do festival diz exatamente isso – SP/USA. USA? Não seria EUA? A “banda” se apresentou com somente 2 integrantes: 1 guitarrista / vocalista e um baterista. É isso mesmo? Ou teve gente que faltou o compromisso? O vocalista, apesar de cantar todas as músicas em inglês, se comunicava com o público num bom português. Então, o baterista é americano? Muita coisa a ser explicada... A banda fez um som pretensioso, ao contrário da banda nativa já comentada. Um rock com uma linha melódica constante, pesado, mas não muito rápido, e com muitas variações rítmicas. Como havia somente 2 instrumentos, um sintetizador eletrônico foi utilizado pela banda para “preencher” os espaços vazios, o que cumpriria bem o papel não fosse o efeito “corneta” já comentado. Vê-se que o baterista (ou seria “drummer”?) tem um grande potencial. Bateu forte. Tem bastante técnica. Foi ritmado. Variou bastante nas passagens, o que na verdade é o que mais contribui para a pretensiosidade do som da banda. Mas faltou espontaneidade. Faltou alegria em fazer “um som”. Só se via a preocupação em fazer a passagem certa depois da outra, a testa franzida, o “bico”, o ajuste necessário na bateria depois de cada música. A impressão que fica é que o cara estava “travado”, não no sentido de não conseguir tocar, mas no sentido de não conseguir curtir. Mais que virtuosidade, rock n’ roll é sentimento. Se o rapaz se soltasse mais, o resultado seria outro. Vai ver também esta trava toda pode ter outras causas, vai saber! Mas, se tivesse um baixo no elenco... O guitarrista fez um bom trabalho, com um som um pouco apagado por conta do efeito “corneta” aplicado ao sintetizador. Base bem feita, de harmonia constante. Seu vocal é que deixou um pouco a desejar, mas cumpriu seu papel. Enfim, uma boa banda, que tem um grande potencial que pode ser visto por qualquer pessoa, mas que não fez um bom show. Ah, como a linha de um baixo faz falta... Vamoz (PE) Uma banda pernambucana que não é “maculelê neohippie”, e sim “hardcore”, já é um ótimo começo. A banda se apresentou com 3 integrantes, 2 guitarristas que também dividiam os vocais, e 1 baterista. Mais uma vez, pergunto: Alguém faltou ao compromisso? Os integrantes da banda entraram botando panca, mandando a Produção desligar o estroboscópio do clube alegando que “isso não é coisa de rock”. Se rock n’ roll é atitude, esses caras são ótimos representantes. Estrobo desligado, rola o som. Um rock rápido, enérgico, alto, mas, mais uma vez, sem baixo. E como são 2 guitarras gritando alto, e 1 batera tocando forte, o efeito “corneta” explode à sua máxima potência. O som é bom, puro rock n’ roll, tocado e cantado com vontade, em inglês sem “sotaque”, mas muito prejudicado pela freqüência média que tomava conta do espaço. Senti-me um cachorro no meio de uma orquestra de gaitas. O ouvido doía. Fiquei com muita vontade de ver esta banda de novo. Mas, com um baixo no elenco, por favor! Não fosse o som desregulado e a ausência de uma linha de baixo, certamente esta banda ganharia o melhor show da noite. Por: Marcus Marques Fotos: Heloá Fernandes
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| Última atualização ( Sex, 27 de Novembro de 2009 12:10 ) |







