| Primeira noite do Goiania Noise 2009 no Martim (sexta) | ||||
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Primeira noite do Goiania Noise 2009 no Martim (sexta)
![]() O terceiro dia de shows do Goiânia Noise Festival, rolaram no Centro Cultural Martim Cererê mais lotado de que o habitual. Muita gente bacana, que lotou os 3 dias de shows no local, passando da conta apenas nos últimos shows da sexta-feira. Antes de qualquer coisa, parabéns para as equipes que prepararam um ótimo sistema de som para ambos os teatros Pyguá e Yguá. O som que rolou na Fiction tinha batido um pouco, mas no Martim o som tava lindo, forte, com peso e claro nos agudos, bem equalizado, um pistão pra todos os instrumentistas de todas as bandas passearem por ele. E foi o que rolou meus prezados, o rock n’ roll forte e insano! Não vi todas as bandas. Seria uma maratona que eu somente conseguiria fazer se estivesse muito concentrado e sem beber. E como não foi esse o caso, vamos aos shows que pude ver (e registrar): Sexta-feira, 27 de Novembro Sattva (GO) ou Seletiva Petrobras Nas Ondas do Rock? Cheguei no Martim na sexta e fui diretamente para o teatro Pyguá, onde já estava rolando um show. Não sei dizer bem qual banda era, tinha acabado de chegar e estava sem meu cardápio do Noise (depois arranjei um e ficou mais fácil). O show que rolou logo após esse que vi no Pyguá foi o dos Rinocerontes, portanto, seguindo o cronograma do cardapinho, o show que eu tinha visto no Pyguá então era da Seletiva Petro... Que banda é essa? Sattva seria um nome bem mais adequado para a banda que eu tinha acabado de ver! Vi uma banda muito legal, com 5 ou 6 integrantes (Seletiva!?), dos quais duas eram as vocalistas da banda, num dueto constante que não pode deixar de ser comparado com as meninas do B.52’s, comparação esta também por conta do estilo de rock da banda. Mas vale lembrar que todas as bandas do Noise tocam músicas próprias. A banda tocava um rock com base de rockabilly, um pouco mais lento e ritmado, bem anos 80, com as duas vocalistas alternando os vocais e em dueto nos refrões de todas as músicas. Tocaram um rock gostoso, empolgante, gritado e ao mesmo tempo suave, bom de ouvir. O visual das morenas dos vocais também ajuda bastante, diga-se de passagem! A galera babava; bom, pelo menos eu babei! Preferi a de cabelo curto pela voz, mas no quesito beleza o páreo tava duro, ainda mais quando a de cabelos longos tirou o shortinho... Foi um show bacana. Assisti achando bom. Mas o rock de verdade tava pra rolar no outro teatro, na seqüência... Rinoceronte Puta que Pariu!!! Pra eu sair de um show de uma banda com duas lindas vocalistas, entrar em outro com três barbudos gaúchos e no final do show estar vibrando, é porque o rock n’ roll bateu forte. Claras referências nos clássicos dos anos 70, nas bandas sulistas dos EUA, com influências do progressivo percebidas nas “quebradas” constantes da linha da música. Ou seja, o som deste trio se baseia no que há de melhor no rock em termos de virtuosidade, e por isso fazem um som ducaralho! O baixista é um monstro; toca muito. Pra mim, foi o melhor show do Festival. Mas eu adoro o estilo, portanto sou suspeito pra fazer comparações de forma imparcial. Tenho que tirar o chapéu pra gauchada! A exemplo de uma das melhores bandas que já vi neste Festival, Pata de Elefante, o Rinoceronte quebrou tudo! Sonzera! Volver (PE) Receita conhecida da galera. Rockzinho manerinho com letras de samba, no estilo... “Não sei, se faz Mas trás, de lá Sei lá, o quêêêê...” Mistura popularizada pelo Los Hermanos. É isso o que os garotos de Pernambuco também fazem. Só que algumas letras (só as letras...) do Los Hermanos foram consagradas pela poesia bonita e pelo “mainstream”, apesar deles terem morrido negando isso! Aliás, taí um bom substituto, hein!? Um show bacaninha. Se fosse com poesias que eu reconhecesse, daria pra curtir bem mais, mas pra simplesmente curtir um som, ou, no caso, conhecer um som, foi bem mais ou menos. Milocovik (SP) Acho que essa banda ainda não encontrou direito seu som, mas tem um grande potencial. Aliás, abro aqui um espaço para comentar do nível das bandas que tocaram no festival como um todo. Simplesmente não teve som ruim. Todas as bandas tocando direito e bonito. Cada um tem suas preferências, mas tenham certeza que mesmo as bandas que fazem um estilo de som que não te agrade tocaram bem, e fizeram um ótimo show para quem curte. Com a ajuda do som, que tava tinindo, foi um puta Festival com ótimos representantes de quase todos os estilos. O Milocovik toca um rock com ritmo certo, não muito rápido, mas conciso, com vocais suaves, mas não muito empolgante. Seu som tem uma carinha muito boazinha, o que não bate muito bem com o rock n’ roll. Mas, como disse no parágrafo anterior, pra quem gosta é um prato cheio. Vivendo do Ócio (BA) Galera bem nova, fazendo um hard rock pesado, cru, muito bom, mas onde a gente pode perceber alguns resquícios de rockinho “malhação”. Mandaram bem, muito bem! Um deles, no meio do show, disse que aquilo tava tão bom que tava parecendo até a Bahia! Ó Paí, ó! Mas o garoto deve estar certo. Pra quem acha que na Bahia não tem rock, releia a história. Uma coisa que me chamou a atenção foi a letra das músicas. Não sei repetir nenhum trecho aqui, mas me lembro que durante o show as letras me pareciam bem mais maduras que as linhas musicais, o que deu à banda um ar mais profissional. Guiso (Chile) Confesso que vi este show, mas não o registrei. Mão lembro se as letras das músicas eram em inglês, o que ajudou. Confesso que a língua inglesa cai como uma luva para o rock n’ roll, e que a poesia da língua portuguesa também combina com o rock, mas não gosto de rock n’ roll em outras línguas. Mas, talvez os “espanhóis” também achem o mesmo de sua língua, do português e do rock n’ roll? Bom, eu penso assim! Sem mais. Devotos (PE) Mais um show da noite que merece outro “Puta que Pariu!” Os Devotos são tradicionalíssimos e comemoram 20 anos de banda. Legítimos representantes do punk rock hardcore nordestino. Quebraram tudo, com uma presença de palco que sua longa experiência os confere. Pra quem gosta do estilo, um showzaço. Pra quem quis conhecer, creio que tenha sido um grande show. Resultado disso foi a primeira roda de pogo que vi se armar até então em todo o Festival. MQN (GO) + Walverdes (RS) Taí um show que eu queria muito ter visto, mas o teatro lotou, a cerveja bateu, o cansaço chegou, e eu bundei. Cabe aqui um comentário: Desde quando vi que este ano o festival rolaria no Martim, fiquei temeroso quanto à capacidade dos teatros Yguá e Pyguá em comportar todo o público. Isso só se confirmou nos três últimos shows que rolaram na sexta-feira. No sábado e no domingo coube todo mundo; no talo, mas coube. Mas há que se dizer que a situação somente não foi pior porque uma grande parte da garotada que estava presente no Martim estava lá mais por conta da aglomeração, da festinha, do que por conta do Festival em si. Se todo mundo se dispusesse a assistir aos shows, não caberia nem f... Mas, logo depois, motivos de força maior me fizeram ir embora, e eu não me senti tão culpado em deixar de assistir às principais atrações da noite.
Por: Marcus Humberto. Comments (0) |
| Última atualização ( Qua, 02 de Dezembro de 2009 18:32 ) |







